Na sexta-feira (11), ocorreu a primeira reunião da nova gestão da Afipea com a presidência do Ipea para apresentar a nova Diretoria da entidade e reafirmar o compromisso com o fortalecimento do Instituto e a valorização de seu corpo técnico. A reunião contou com a presença da Presidenta do Ipea, Luciana Servo, da Procuradora-chefe do Ipea, Juliana da Paz Stabile, do Chefe de Gabinete da Presidência, Alexandre Cunha e de representantes da Afipea: o Presidente, Gustavo Luedemann, o Vice-Presidente, Frederico Augusto Barbosa da Silva, a Secretária-Executiva, Ana Paula Moreira da Silva, o Diretor de Aposentados, Raimundo da Rocha, e o Diretor Sociocultural, Tony Gigliotti Bezerra, o advogado da Afipea, Vanter Coutinho, e o assistente financeiro da Afipea, Gabriel Silva. O encontro teve como objetivo tratar temas relevantes, como a preocupação com as condições de trabalho na unidade do Ipea em Brasília, que incluem a falta de espaço físico adequado e silencioso, ausência de salas de reunião com isolamento acústico, escassez de áreas de convivência e descanso, além de potenciais dificuldades relacionadas a vagas na garagem, decorrentes da cessão de espaços a órgãos externos e obrigatoriedade de trabalho presencial aumentada. A associação também manifestou apreensão com as recentes demissões de funcionários terceirizados em diversas áreas, já afetadas por déficit de pessoal. A Afipea reiterou a necessidade de diálogo e propôs a construção conjunta de soluções duradouras para os problemas estruturais enfrentados. Durante o encontro, a presidência do Ipea se comprometeu a fornecer informações sobre o número de pessoas terceirizadas em atividade no Instituto, com a respectiva metragem atendida por cada funcionário da limpeza, número de pessoas atendidas ou outra métrica de referência, de modo a garantir maior transparência e eficiência na alocação de recursos humanos, além de evitar a sobrecarga das/os trabalhadoras/es da limpeza. Foi debatida a recente decisão da gestão do Ipea de aumentar de 2 para 3 a quantidade de dias de trabalho obrigatoriamente presencial, para as servidoras e para os servidores que estão em regime de trabalho híbrido. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada do Ipea, a ser implementada a partir de janeiro de 2026. A Afipea afirmou que é contrária a tal decisão, tendo em vista que não há nenhum estudo científico que indique que haverá aumento de produtividade com a ampliação da quantidade de dias de trabalho presencial. A presidência do Ipea, no entanto, afirmou que tal decisão busca evitar o esvaziamento do prédio do Ipea. Um dos temas mais debatidos na reunião foi o normativo que rege a progressão funcional das/os servidores. A Procuradora-chefe do Ipea, Juliana da Paz Stabile, disse que não ainda não havia encontrado uma alternativa juridicamente viável para assegurar a progressão funcional da Turma 24 no ano de 2025. O advogado da Afipea, Dr. Vanter Coutinho, trouxe o exemplo de outras carreiras do ciclo de gestão, como a de analistas de comércio exterior (ACE) e a de analistas de planejamento e orçamento (APO), que conseguiram encontrar alternativa jurídica no sentido de utilizar a norma mais benéfica para a progressão de seus quadros funcionais, qual seja: o Decreto nº 84.669, de 29 de abril de 1980, que regulamenta o instituto da progressão funcional. Com isso, a procuradora do Ipea disse que desconhecia o fato e pediu que a Afipea busque evidências de que as outras carreiras têm utilizado tal normativo, de forma que ele também possa servir para a progressão funcional das servidoras e dos servidores ingressantes no Ipea. Além disso, a Associação manifestou preocupação com a utilização do Decreto n° 12.374/2025 e com a Instrução Normativa nº 122/2025 do MGI no que diz respeito ao estágio probatório de novos servidores. Ambos os normativos ampliam as causas de suspensão do estágio probatório, contrariando a Lei n° 8.112/1990 e prejudicando os novos servidores. O Presidente da Afipea, Gustavo Luedemann, afirmou que outra pauta prioritária da nova gestão é o combate ao assédio moral e sexual no Ipea. Além disso, ele presenteou a presidenta do Ipea com o livro publicado pela Editora do Sinditamaraty, intitulado “Assédio é violência: o enfrentamento que constrói o amanhã”. Luciana Servo agradeceu pelo presente e afirmou que essa também é uma pauta prioritária para a gestão do Ipea. Na reunião, a nova gestão da Afipea demonstrou que deseja estabelecer um diálogo construtivo e que traga benefícios concretos para as categorias profissionais por ela representadas. O sindicato tem o papel de vocalizar as reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores junto à representação patronal. Dessa forma, a reunião foi marcada por um diálogo aberto e profícuo, sendo que a gestão da Afipea reafirmou o seu compromisso com os processos negociais e vai continuar na luta em defesa das reivindicações de suas associadas e de seus associados, fortalecendo a construção de consensos em diálogo permanente com sua base.